Na manhã desta quinta-feira (26), a Assembleia Legislativa promoveu uma reunião pública com o tema “Novo Código Florestal – Análise Técnica do Projeto de Lei 80/2026 e seus impactos na gestão ambiental do Paraná”. O deputado Goura (PDT), proponente do encontro, expressou preocupações sobre brechas no projeto, destacando a importância de uma legislação que proteja o meio ambiente e as espécies nativas, como a araucária.
Goura mencionou que o projeto é complexo, com mais de cem artigos que abordam reserva legal e área de preservação permanente, mas não contempla questões climáticas. Ele ressaltou a urgência de discutir o projeto, convocando entidades de pesquisa e do poder público, como o Ministério Público e o Ibama, para apresentar considerações sobre a proposta.
Os representantes dessas entidades participaram do debate, onde o deputado afirmou que o projeto parece mais um código agrícola do que florestal, levantando preocupações sobre sua relação com a Lei da Mata Atlântica. Goura afirmou que a Assembleia está cumprindo seu papel de fiscalizar e dar visibilidade à tramitação do projeto.
Daniel Paulino, advogado da organização Terra de Direitos, defendeu a necessidade de um amplo debate social antes de qualquer avanço no projeto. Ele destacou a urgência em discutir pautas ambientais, especialmente as que envolvem povos e comunidades tradicionais, enfatizando a importância de um diálogo aberto com a sociedade civil.

