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Estados Unidos anunciam tarifas adicionais sobre produtos brasileiros

O governo dos Estados Unidos confirmou a imposição de tarifas de 25% sobre uma nova lista de produtos do Brasil, com exceções para carne bovina, frango e café. A medida foi anunciada após investigações do Escritório do Representante Comercial dos EUA.

O governo dos Estados Unidos oficializou, no dia 15 de julho de 2026, a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A decisão foi tomada pelo presidente Donald Trump, em resposta a recomendações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Embora a nova tarifa represente um desafio para o comércio brasileiro, as exceções para a carne bovina, o frango e o café foram vistas como um alívio para parte do agronegócio nacional. Os EUA dependem significativamente das importações de carne bovina do Brasil para suprir a demanda de sua indústria de processamento. Além disso, no setor do café, representantes do mercado norte-americano argumentaram que não existem fornecedores capazes de substituir, em volume e qualidade, a produção brasileira a curto prazo.

Os Estados Unidos são o principal destino do café brasileiro, com o mercado americano respondendo por aproximadamente 17% das exportações do produto entre janeiro e junho de 2026, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No segmento da carne bovina, os EUA ocupam a segunda posição entre os maiores compradores do produto brasileiro, perdendo apenas para a China.

Durante as audiências públicas realizadas pelo USTR, entidades como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) decidiram não participar das discussões, com a expectativa de que as carnes não seriam incluídas entre os itens tarifados.

A nova tarifa é uma consequência de uma investigação conduzida pelo USTR, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O processo teve início após o anúncio, em julho de 2025, de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Em junho de 2026, o USTR propôs a tarifa adicional de 25% após concluir que as políticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital e tarifas preferenciais eram problemáticas.

Greer, representante do USTR, afirmou que a decisão busca eliminar práticas desleais de comércio investigadas e ressaltou que Washington está aberta ao diálogo. Ele também mencionou que Os Estados Unidos reavaliariam a medida caso o Brasil decidisse retaliar, afirmando que "não é de interesse de ninguém que ocorram retaliações".

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