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Estados Unidos denuncia China por roubo de tecnologia de inteligência artificial

O governo americano acusou a China de realizar ações sistemáticas para extrair propriedade intelectual de laboratórios de IA nos EUA, segundo memorando do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia.

O governo dos Estados Unidos fez uma grave acusação contra a China, afirmando que o país tem conduzido campanhas sistemáticas para roubar propriedade intelectual de laboratórios americanos de inteligência artificial (IA). A denúncia foi formalizada em um memorando assinado por Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, e inicialmente reportada pelo Financial Times.

De acordo com Kratsios, entidades estrangeiras, especialmente na China, estariam utilizando uma quantidade significativa de contas proxy para evitar detecção, além de técnicas de jailbreak para extrair informações confidenciais dos modelos de IA desenvolvidos nos Estados Unidos. O memorando também destaca que o governo americano se compromete a compartilhar detalhes sobre essas tentativas com empresas do setor de IA, além de explorar medidas para responsabilizar os responsáveis por tais ações.

A embaixada da China em Washington, por sua vez, reagiu às acusações, classificando-as como "pura difamação". Liu Pengyu, porta-voz da embaixada, afirmou que a China sempre se comprometeu a promover o progresso científico por meio da cooperação e que valoriza a proteção dos direitos de propriedade intelectual.

Um aspecto central das acusações é a técnica de destilação, que consiste em treinar modelos de IA menores a partir dos outputs de modelos maiores, o que pode reduzir significativamente os custos de desenvolvimento. Quando utilizada de forma legítima, essa prática faz parte do ecossistema de IA. Entretanto, Kratsios alerta para o uso não autorizado dessa técnica em escala industrial, que visa prejudicar a pesquisa e o desenvolvimento nos Estados Unidos.

Em fevereiro deste ano, a empresa Anthropic apresentou acusações formais contra três empresas chinesas de IA — DeepSeek, Moonshot e MiniMax — por ataques de destilação a seus modelos. Previamente, a OpenAI havia indicado que o DeepSeek utilizou outputs do GPT para treinar seus próprios sistemas, o que constitui uma violação dos termos de serviço.

O memorando é divulgado em um momento politicamente sensível, com a iminente visita do presidente Donald Trump ao presidente Xi Jinping em Pequim. A acusação também levanta questões sobre a venda de chips de IA da Nvidia para a China, uma vez que em janeiro o governo Trump havia sinalizado a possibilidade de autorizar essas vendas com certos condicionantes. No entanto, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, informou na quarta-feira (22) que até o momento nenhum envio havia sido realizado.

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