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Estreitos estratégicos do mundo e seus impactos no comércio global

A crise no Estreito de Ormuz evidencia a vulnerabilidade do comércio global a interrupções em vias navegáveis estreitas, essenciais para transporte e economia.

A crise atual no Estreito de Ormuz tem gerado impactos significativos no comércio global, reavivando riscos de interrupções em cadeias de suprimentos. Os estreitos, que conectam mares e oceanos, são vitais tanto para o comércio quanto para a movimentação militar e cultural, possuindo um valor econômico que vai além de suas dimensões.

O Estreito de Ormuz, por exemplo, é um ponto crítico, com 34 km de largura em seu ponto mais estreito. Ele conecta o Golfo Pérsico ao Mar Arábico e permite a passagem de aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia. Antes da guerra, cerca de 138 navios transitavam diariamente, transportando um quinto do suprimento global de petróleo e gás natural liquefeito.

Outro estreito importante é o Bab al-Mandeb, entre o Iêmen e Djibuti, que conecta a Península Arábica ao nordeste da África. Com 50 km de comprimento e 26 km de largura em seu ponto mais estreito, ele serve como entrada para o Canal de Suez, com cerca de 12% do comércio global de petróleo passando por ali diariamente.

O Canal de Suez, inaugurado em 1869, é fundamental para o comércio entre a Ásia e a Europa, reduzindo distâncias em quase 9.000 km. Ele conecta o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e, com apenas 225 metros de largura em seu ponto mais estreito, atrai cerca de 12% a 15% do comércio mundial, além de 30% do tráfego global de contêineres.

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