Um artigo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society revela que a vida não precisa de um sol para prosperar. O estudo investiga exoluas que orbitam planetas errantes, que são mundos expulsos de seus sistemas planetários. Cientistas afirmam que algumas dessas luas podem manter água líquida e criar condições habitáveis por longos períodos.
Os pesquisadores utilizaram modelos computacionais para analisar essa hipótese. As simulações indicam que uma lua de tamanho semelhante ao da Terra, orbitando um planeta errante semelhante a Júpiter, poderia manter água líquida na superfície por até 4,3 bilhões de anos. Esse período é quase equivalente à idade do nosso planeta e sugere que ambientes habitáveis podem existir fora de sistemas estelares tradicionais.
Atualmente, nenhuma exolua foi confirmada oficialmente, mas evidências indiretas indicam que esses corpos podem ser comuns no Universo. Planetas errantes surgem quando sistemas planetários jovens passam por interações gravitacionais, levando à ejeção de mundos de suas estrelas e ao espaço interestelar. Muitos desses planetas podem continuar acompanhados de suas luas.
O aquecimento de maré é um fenômeno gerado pela gravidade entre lua e planeta, que pode gerar calor por atrito. Esse mecanismo é responsável pela atividade vulcânica de luas como Io, de Júpiter. O estudo indica que esse aquecimento poderia impedir que oceanos congelassem completamente nas exoluas, permitindo a existência de água líquida, mesmo em ambientes muito frios. Além disso, a atmosfera dessas luas pode influenciar a temperatura, mas o dióxido de carbono pode congelar em condições extremas, enfraquecendo a atmosfera.

