Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências desenvolveram um novo material leve que pode trazer avanços significativos para a indústria aeroespacial. O estudo, divulgado em 9 de março, apresenta uma tecnologia capaz de aumentar em até 26% a durabilidade dos componentes, possibilitando a construção de foguetes, aviões e drones mais eficientes e seguros.
O diferencial do novo material está na organização das camadas internas, que reduz tensões e deformações durante a fabricação. Isso pode permitir a criação de peças mais resistentes sem aumentar o peso, o que é crucial para diminuir custos e melhorar o desempenho em missões espaciais e aplicações aeronáuticas.
A inovação proposta pelos pesquisadores altera a técnica de balanced lay-up, que há 60 anos organiza camadas de fibras em ângulos opostos. Ao reorganizar as camadas, os cientistas melhoraram a resistência nas juntas, que costumam ser os pontos mais frágeis desses materiais, aumentando a capacidade de suportar cargas maiores e a durabilidade.
Além disso, a nova tecnologia pode beneficiar a construção de aeronaves e drones mais leves e resistentes, resultando em maior eficiência e menor consumo de combustível. Contudo, apesar do potencial, a tecnologia ainda não foi aplicada em escala comercial e requer mais testes antes de sua implementação.

