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Estudo revela que 90% das empresas no Brasil negligenciam saúde mental dos colaboradores

Apenas 10,7% das organizações possuem estratégias estruturadas para lidar com riscos à saúde mental, apesar da nova Norma Regulamentadora que entra em vigor em maio.

Com a iminente vigência plena da Norma Regulamentadora n.º 1 (NR-1), que reconhece a saúde mental dos trabalhadores como um dos riscos ocupacionais, um levantamento recente revela que apenas 10,7% das empresas brasileiras têm uma abordagem sistemática para tratar desse assunto. A pesquisa foi apresentada durante o fórum HR First Class Rio de Janeiro e envolveu 300 líderes de Recursos Humanos (RH) de diversas empresas, incluindo setores como varejo, indústria, energia e serviços.

A partir do dia 26 de maio, em cumprimento às diretrizes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as empresas deverão implementar medidas para identificar e reduzir riscos à saúde mental de seus funcionários, como estresse, assédio moral e sobrecarga de trabalho. Esse novo regulamento busca assegurar que as companhias adotem uma postura mais proativa em relação ao bem-estar de seus colaboradores.

Os obstáculos para a implementação de uma agenda de saúde mental nas empresas são diversos. Entre os entrevistados, 41,1% apontaram a falta de métricas claras e a dificuldade em mensurar o impacto dos investimentos realizados. Além disso, 28,6% mencionaram limitações orçamentárias e a competição por atenção dentro das prioridades da empresa como fatores que dificultam a evolução dessa agenda.

Marcos Scaldelai, diretor executivo do HR First Class, destaca que a falta de uma cultura corporativa que integre a saúde mental é um dos principais entraves. Ele observa que a alta liderança muitas vezes não prioriza o assunto nas estratégias empresariais, relegando-o apenas à responsabilidade do RH. Para Scaldelai, é essencial que a saúde mental seja incorporada à cultura organizacional como um todo.

Entre as empresas que já implementaram programas de saúde mental mais desenvolvidos, 8,9% relatam resultados positivos significativos, com melhorias superiores a 20% em indicadores como absenteísmo, presenteísmo, produtividade e custos relacionados à saúde. O estudo sugere que organizações que conseguirem alinhar suas iniciativas de saúde mental a uma gestão orientada por dados poderão maximizar sua performance e garantir maior sustentabilidade a longo prazo.

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