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Estudo revela que o brilho dos escorpiões é uma defesa contra parasitas e fungos

Pesquisas indicam que o brilho azul-esverdeado dos escorpiões é resultado de uma armadura química, ajudando na proteção contra infecções e predadores.
Foto: O brilho azulado, visível apenas sob luz UV, é causado por compostos no ex

Quando expostos a luz ultravioleta (UV), escorpiões apresentam um brilho azul-esverdeado, fenômeno que intrigou biólogos por décadas. A teoria predominante era que esse brilho funcionava como um alerta, mas estudos recentes sugerem que pode ser uma questão de sobrevivência.

O brilho é gerado por uma estrutura chamada camada hialina, que compõe o exoesqueleto do escorpião. Essa camada absorve a radiação UV e a reemite como luz visível. A antiga hipótese de que o animal usava esse brilho para se proteger de predadores foi desafiada por novas descobertas.

Pesquisadores da Universidade de Kyushu, no Japão, identificaram uma molécula fluorescente no exoesqueleto do escorpião Liocheles australasiae. Essa molécula pertence a uma classe de compostos com propriedades antifúngicas e antiparasitárias, sugerindo que o brilho é um efeito colateral de uma defesa química.

Assim, a fluorescência dos escorpiões pode ser vista como uma adaptação evolutiva que, além de torná-los visíveis sob luz UV, os protege de infecções e parasitas em ambientes hostis.

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