O DNA mais antigo de cachorro encontrado tem aproximadamente 15.800 anos, o que indica que esses animais acompanham os humanos há mais tempo do que se pensava. Estudos recentes revelaram que a domesticação dos cães ocorreu antes do período neolítico, mostrando um forte vínculo entre humanos e cães ao longo da história.
Pesquisas apontam que os cães descendem de dois tipos de lobos cinzentos, mas a separação entre as espécies ainda é incerta. O DNA canino mais antigo foi extraído de um crânio encontrado na Turquia, que pertenceu a uma cadela de poucos meses de idade. Outros restos genéticos encontrados na Inglaterra, datando de 14.300 anos, sugerem que esses cães ajudavam os humanos na caça e proteção.
Evidências mostram que, mesmo que não fossem animais de estimação, os cães mantinham uma relação próxima com os humanos, com filhotes sendo enterrados junto a sepulturas humanas. Isso indica uma ligação afetiva que remonta a milhares de anos, muito antes da agricultura.
Em investigações adicionais, cientistas compararam genomas de cães e lobos europeus, mostrando que caçadores-coletores já criavam cães antes da chegada dos agricultores. Os resultados confirmam que a domesticação canina é um processo complexo e que ainda existem mistérios a serem desvendados nessa relação antiga.

