Os Estados Unidos ampliaram, em 2025, a aplicação da classificação de organizações terroristas para grupos associados ao narcotráfico na América Latina. Em fevereiro, Washington incluiu seis cartéis mexicanos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, destacando o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nueva Generação (CJNG).
Recentemente, no dia 28, o governo norte-americano anunciou o enquadramento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em uma lista de restrições. Essa lista é a mesma adotada contra organizações como Hamas, Hezbollah e Estado Islâmico.
A nova classificação traz implicações significativas, pois permite que as autoridades dos EUA aumentem sanções financeiras, restrições migratórias e conduzam investigações internacionais sobre membros, empresas e operadores associados a essas facções. As ações são fundamentadas na Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA e na Ordem Executiva 13224, implementada após os atentados de 11 de setembro de 2001.
No México, a ofensiva americana se intensificou após a administração do presidente Donald Trump, que defendeu ações mais rigorosas contra os cartéis. De acordo com informações, a CIA realiza operações secretas em território mexicano desde 2025, com o objetivo de desmantelar as estruturas financeiras e logísticas das organizações criminosas.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, expressou críticas ao avanço da atuação americana no país, afirmando que o México não aceitará intervenções militares estrangeiras e anunciou propostas para restringir a presença de agentes internacionais. No Brasil, a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas pode facilitar a cooperação internacional, o compartilhamento de informações financeiras e a realização de ações conjuntas contra integrantes das facções fora do país.
A implementação das novas medidas está prevista para 5 de junho, marcando um passo significativo na luta contra o narcotráfico na América Latina.

