O presidente dos EUA, Donald Trump, “deixou claro que todas as opções estão na mesa para interromper o massacre” do Irã. A afirmação é do embaixador norte-americano Mike Waltz durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O diplomata rejeitou a acusação do Irã de que os protestos seriam “um complô estrangeiro para dar um precursor à ação militar”.
O vice-embaixador do Irã na ONU, Gholamhossein Darzi, disse que Teerã não quer escalada ou confronto. Além disso, ele acusou Waltz de recorrer “a mentiras, distorção de fatos e uma campanha deliberada de desinformação para ocultar o envolvimento direto de seu país em incitar a violência no Irã”.
O embaixador da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia, acusou os EUA de convocar a reunião para “justificar a agressão flagrante e a interferência nos assuntos internos de um Estado soberano”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu “máxima contenção neste momento sensível”.
A repressão às manifestações já pode ter deixado milhares de mortos no Irã, segundo organizações de direitos humanos. O presidente Trump ameaçou intervir para apoiar os maiores protestos em décadas no país contra a teocracia iraniana.


