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EUA impõem sanções a brasileiros por vínculos com o PCC e lavagem de dinheiro

O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou dois brasileiros e quatro empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital, bloqueando bens e proibindo transações financeiras com eles.

Nesta quarta-feira, 1º, Os Estados Unidos anunciaram sanções direcionadas a dois cidadãos brasileiros e a quatro empresas, todos supostamente associados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O Departamento do Tesouro dos EUA alega que esses indivíduos e entidades estão envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou recursos da facção criminosa.

As sanções implicam o bloqueio de bens e interesses dos sancionados que se encontram sob a jurisdição dos EUA. Além disso, a medida proíbe cidadãos, empresas e instituições financeiras norte-americanas de realizarem qualquer transação com os alvos das sanções, a não ser que haja uma autorização expressa do governo.

O principal alvo das sanções é Victor Henrique de Oliveira Shimada, descrito como parte de uma rede que facilita a lavagem de dinheiro para o PCC. As autoridades afirmam que ele teria movimentado mais de US$ 30 milhões, equivalentes a R$ 155 milhões, por meio de empresas de fachada e operações com criptomoedas.

A outra pessoa sancionada é Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que atuava como secretária de Shimada. O governo dos EUA alega que ela oferecia suporte às operações financeiras sob investigação, além de auxiliar na administração das empresas que estavam sendo utilizadas pelo grupo.

As quatro empresas sancionadas incluem: Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda., Victory Trading Intermediações de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda., Wave Construções Inteligentes Ltda. e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda. O Departamento do Tesouro informa que Victor Shimada controlava ou utilizava essas entidades para movimentar recursos atribuídos ao PCC, ocultando a origem do dinheiro.

Além das sanções, Victor Shimada está vinculado a uma investigação da Polícia Civil de São Paulo, que apura possíveis irregularidades envolvendo o Sport Club Corinthians Paulista. O inquérito investiga o destino de valores pagos em comissões na negociação com a empresa de apostas VaideBet. Até o presente momento, ele não foi condenado nem denunciado nesse caso.

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