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Ex-Funcionário da CIA é detido com barras de ouro avaliadas em R$ 200 milhões

David Rush, ex-alto funcionário da CIA, foi preso após o FBI encontrar 303 barras de ouro em sua residência, além de US$ 2 milhões em dinheiro e relógios de luxo. Rush é acusado de desvio de recursos públicos.
Mais de 300 barras de ouro, estimadas em 40 milhões de dólares, foram encontrada

Uma operação conduzida pelo FBI no dia 18 de maio resultou na prisão de David Rush, ex-alto funcionário da CIA, após a descoberta de um expressivo montante de bens em sua residência. Durante a ação, foram apreendidas 303 barras de ouro, que totalizam um valor estimado de US$ 40 milhões, equivalente a cerca de R$ 202 milhões, além de US$ 2 milhões em dinheiro vivo e 35 relógios de marca, muitos deles Rolex.

As investigações apontam que Rush, que ocupava um cargo de grande relevância na CIA, solicitou a liberação de uma quantia significativa de moeda estrangeira e dezenas de milhões de dólares em barras de ouro, alegando que esses recursos eram necessários para um projeto secreto. Os valores foram autorizados entre os meses de novembro e março, mas ainda não se sabe qual a real finalidade dos mesmos.

Em 27 de maio, a agência The Associated Press noticiou a prisão de Rush, que enfrenta acusações formais de desviar recursos públicos. Ele é acusado de apropriar-se de bens destinados a despesas da agência de inteligência americana, com a polícia afirmando que ele “desviou, roubou, subtraiu ou conscientemente se apropriou de um bem de valor dos Estados Unidos”.

A apreensão dos bens é parte de uma investigação maior do FBI, que começou a apurar possíveis informações falsas fornecidas por Rush sobre sua formação acadêmica e histórico militar. A CIA teria indicado a existência de “possíveis violações da lei” por parte do ex-agente, o que levou a um aprofundamento das investigações.

Rush alegava ter formação em instituições respeitáveis, como a Universidade Clemson, na Carolina do Sul, e o Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova York, mas na verdade nunca frequentou nenhuma delas. Embora tenha se alistado na Marinha em 1997 e servido como tenente na reserva entre 2004 e 2015, não passou por avaliações como piloto durante esse tempo.

Os detalhes sobre a função exata de Rush na CIA não foram divulgados, mas foi confirmado que ele possuía acesso a informações classificadas, o que eleva a gravidade do caso no que diz respeito à segurança nacional.

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