O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, enfrenta um pedido de pena de morte por insurreição. Ele é acusado de ter decretado lei marcial em 2024 para se manter no poder. Yoon está preso desde o ano passado e sua mulher, Kim Keon Hee, também se encontra detida, sob denúncia de ter aceitado propinas para influenciar decisões administrativas no governo.
O procurador especial Cho Eun-seok afirmou que a insurreição é um crime que põe em risco a ordem fundamental estabelecida pela Constituição. O Partido Democrático da Coreia pediu punição máxima ao ex-presidente, alegando que ele atropelou a Constituição e a democracia e ameaçou a vida do povo.
Yoon também responde por suposta violação à Lei de Eleições de Funcionários Públicos, no âmbito de uma investigação contra Kim Keon Hee por manipulação e suborno. O casal nega todas as acusações. A crise se agravou quando a Assembleia Nacional aprovou o impeachment de Yoon apenas 15 dias depois do decreto de lei marcial.
Se for condenado, Yoon pode receber desde prisão perpétua até a pena capital, embora o país não realize execuções desde os anos 1990. O ex-presidente é o segundo a sofrer afastamento por impeachment, depois de Park Geun-hye, que perdeu o cargo em 2017.


