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Ex-Presidente do São Paulo gastou R$1 milhão em cartão corporativo durante gestão

Júlio Casares utilizou o cartão corporativo do São Paulo em despesas pessoais e é investigado por irregularidades. Em 2025, o clube registrou superávit de R$57 milhões.

Casares enfrentou um processo de impeachment e renunciou ao cargo no início de 2026. Atualmente, ele é alvo de investigações por furto qualificado e lavagem de dinheiro, conduzidas por uma força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Civil, que apura irregularidades na administração do clube. Entretanto, os gastos do cartão corporativo não estão sendo considerados nas investigações em andamento.

O inquérito aponta que o ex-presidente é suspeito de apropriar-se de cerca de R$11 milhões dos cofres do São Paulo, sem apresentar justificativas para os saques. Além disso, ele enfrenta um processo administrativo interno que pode resultar em sua expulsão do quadro associativo do clube. A reportagem também destacou que, até dezembro do ano passado, não havia regras claras sobre o uso do cartão corporativo no São Paulo.

O advogado Bruno Borragine, representante de Júlio Casares, emitiu uma nota afirmando que o uso do cartão foi feito exclusivamente para atividades relacionadas à função de presidente do clube. Ele argumentou que os valores devolvidos foram aqueles que poderiam ser interpretados como uso pessoal, enquanto os demais gastos seriam operacionais e devidamente registrados pela Diretoria Financeira.

Além disso, o balanço de 2025 do São Paulo revelou um superávit de R$57 milhões, uma redução da dívida em R$110 milhões e um faturamento recorde de R$1,07 bilhão. Casares, segundo a nota, dedicava-se integralmente ao clube, justificando assim o volume de uso do cartão corporativo.

O São Paulo também se posicionou sobre o assunto, afirmando que, se for comprovado o uso indevido do cartão corporativo para fins pessoais, buscará o ressarcimento. A nota destacou que o valor devolvido foi estabelecido por Júlio Casares, e que Harry Massis, ao assumir a presidência em janeiro deste ano, instituiu uma nova política para o uso do cartão corporativo, com a análise das faturas anteriores em andamento.

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