As expectativas do mercado para a decisão do Copom, marcada para a próxima quarta-feira (18), tornaram-se mais conservadoras. A previsão de um corte de 0,50 ponto percentual na Selic, que era predominante, perdeu espaço para uma redução mais modesta de 0,25 ponto. Além disso, a possibilidade de manutenção da taxa de juros no atual patamar de 15% ao ano passou a ser considerada mais seriamente.
No dia 5 de março, a expectativa para um corte de 0,50 ponto era de 65,5%, enquanto a previsão para um corte de 0,25 ponto era de 26%. Uma semana depois, as apostas mudaram: a chance de um corte de 0,50 ponto caiu para 39%, enquanto a expectativa de um corte de 0,25 ponto subiu para 51%. Na sexta-feira (13), a tendência conservadora se consolidou, com a aposta em queda de 0,25 ponto subindo para 53%.
Dois fatores contribuíram para essa mudança. O primeiro foi a divulgação do IPCA de fevereiro, que, embora tenha trazido algum alívio, apresentou detalhes menos confortáveis. O índice subiu 0,70% em fevereiro, superando as expectativas, e a inflação acumulada em 12 meses caiu de 4,44% para 3,81%, mas a composição do índice não foi bem recebida pelo mercado.
O segundo fator foi a alta do petróleo, que voltou a subir devido à piora do conflito no Oriente Médio. A escalada dos preços do petróleo pode impactar a inflação no Brasil, especialmente com a aproximação da reunião do Copom, complicando as expectativas para a taxa de juros.

