O cenário externo, agravado pelo conflito no Oriente Médio, elevou o risco de inflação e levou instituições financeiras a revisarem suas projeções sobre o corte da taxa Selic. Inicialmente, esperava-se uma redução de 0,50 ponto percentual em março, mas agora as expectativas variam entre 0,25 p.p. e até mesmo a manutenção da taxa.
Entre as instituições que mudaram suas previsões estão JP Morgan, Bank of America, Itaú BBA, ASA e Banco Pine. Elas apontam a incerteza elevada e a alta do petróleo, que subiu de US$ 72 para uma média de US$ 103 por barril, como fatores que impactam a decisão do Copom.
O JP Morgan menciona que o Banco Central deve optar por um corte de 0,25 p.p. para seguir com o compromisso anterior de iniciar a redução da taxa, mas com cautela devido à necessidade de mais dados. A avaliação do Itaú indica um leve aumento na projeção de inflação, que deve subir de 3,2% para 3,4%, justificando um corte mais moderado.
Cristiano Oliveira, do Banco Pine, acredita que a desaceleração econômica pode levar o Copom a ser mais cauteloso, limitando o corte a 0,25 p.p., embora veja espaço para um corte maior. O ASA também revisou suas projeções de inflação e considera que a alta das commodities energéticas, especialmente o petróleo, aumenta os riscos inflacionários no Brasil.

