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Exportações brasileiras mantêm 17ª posição no mercado dos EUA em 2026

O Brasil continua na 17ª posição entre os principais exportadores para os Estados Unidos, com 1,2% das importações norte-americanas, mesmo após novas tarifas impostas pelo governo dos EUA.

O Brasil se manteve na 17ª colocação entre os maiores exportadores de bens para os Estados Unidos, de acordo com dados recentes do Census Bureau. Essa posição foi mantida tanto em 2025 quanto no período de janeiro a maio de 2026. Os 20 principais parceiros comerciais dos EUA foram responsáveis por cerca de 85% das importações realizadas pelo país em ambos os períodos.

A relevância dos números se intensificou após o governo do presidente Donald Trump anunciar novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, incluindo o Brasil. A nova alíquota, que entrou em vigor em 24 de julho de 2026, impõe uma taxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, além dos 25% já aplicados desde o dia 22 de julho, em razão de outra investigação comercial.

O governo dos Estados Unidos justificou a nova tarifa como uma medida para combater práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado na produção de bens de países exportadores. Essa situação, segundo o governo americano, teria o efeito de reduzir artificialmente os custos de produção, proporcionando uma vantagem competitiva no mercado. O Brasil, por sua vez, contesta essa alegação, afirmando que mantém políticas de combate ao trabalho análogo à escravidão.

Com a implementação dessas duas tarifas, certos produtos brasileiros passaram a estar sujeitos a uma carga tributária adicional de até 37,5%. Em contrapartida, mais de 2 mil itens, como carne bovina, café, suco de laranja e frutas, foram isentos dessa nova tributação.

Em 2025, os Estados Unidos importaram um total de US$ 3,415 trilhões em bens, dos quais os 20 maiores exportadores responderam por US$ 2,897 trilhões, equivalente a 84,8% das compras externas do país. O México liderou o ranking, com exportações de US$ 534,3 bilhões, seguido pelo Canadá com US$ 381,9 bilhões, e pela China com US$ 308,7 bilhões. Taiwan e Vietnã completaram os cinco primeiros, com exportações de US$ 201,4 bilhões e US$ 193,9 bilhões, respectivamente.

No mesmo ano, o Brasil exportou US$ 39,9 bilhões para os Estados Unidos, representando 1,2% do total das importações norte-americanas. Entre os países da América Latina, o Brasil ficou atrás apenas do México.

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