O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, encerrou a sessão desta quinta-feira mais cedo para se reunir com os outros ministros. A pauta da reunião é o relatório da Polícia Federal que relaciona Dias Toffoli ao banco Master, onde foram encontradas menções ao ministro nos diálogos de Daniel Vorcaro.
Durante a sessão, Fachin informou que apenas as sustentações orais dos advogados seriam ouvidas antes da suspensão. O relatório da PF menciona que Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, discutiram pagamentos à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio, referentes à compra do Tayaya Resort, onde a Maridt também tinha participação.
O gabinete de Toffoli confirmou sua sociedade na Maridt e destacou que, segundo a Lei Orgânica da Magistratura, o ministro pode integrar o quadro societário de empresas. A nota ainda afirma que a empresa não fazia mais parte do grupo Tayaya no momento da distribuição da ação sobre a compra do banco Master, que ocorreu em novembro de 2025.
A Polícia Federal enviou um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, mencionando diversas citações ao ministro em mensagens no celular de Vorcaro. A PF solicitou que Toffoli fosse declarado “suspeito” para atuar no processo, pedido que deve ser feito pelo Procurador-Geral da República. Em resposta, Toffoli argumentou que a solicitação da PF se baseia em ilações e que a corporação não tem legitimidade para tal pedido.

