Uma delação premiada firmada em 2019 pelos operadores financeiros Christian Rego, Felipe Fonseca e Bruno Moraes detalha esquemas de corrupção envolvendo Daniel Vorcaro e seu pai, Henrique Vorcaro. Os delatores apresentaram provas de que o grupo obteve os aportes milionários mediante o pagamento de propina a gestores dos fundos de pensão.
Após o recebimento dos recursos, o esquema desviava o dinheiro por meio de notas fiscais falsas emitidas por empresas de fachada. As investigações indicam que as irregularidades ocorreram em 2011, período em que os Vorcaro promoviam o hotel como o maior e mais luxuoso de Minas Gerais.
As revelações expõem o histórico de negócios da família Vorcaro antes da ascensão no setor bancário. O material entregue às autoridades pelos três operadores do mercado financeiro inclui evidências documentais sobre como o grupo estruturou a operação para captar investimentos públicos e, posteriormente, drenar os valores por meio da rede de empresas de fachada.

