Durante a gestão de Flávio Dino, que governou o Maranhão por mais de sete anos, Felipe Camarão se destacou como uma figura importante na administração pública. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2021, Camarão foi um dos principais aliados de Dino, ocupando quatro secretarias estaduais entre 2015 e 2022, incluindo os cargos de secretário de Gestão e Previdência, Cultura, Estado e, mais recentemente, Educação.
Camarão não tinha filiação partidária até 2018, quando se juntou ao Democratas, que posteriormente se fundiu com o PSL para formar o União Brasil. Em 2022, deixou a Secretaria de Educação com o intuito de se candidatar a vice-governador, sendo escolhido por Dino para compor a chapa com Carlos Brandão.
Após a renúncia de Flávio Dino em abril de 2022, Brandão assumiu o Poder Executivo do Maranhão e, como Aliado de Dino, fez a transição de partido, deixando o PSDB para se filiar ao PSB, onde Dino estava. Brandão foi reeleito governador em outubro de 2022 e, em seu primeiro escalão, ofereceu um espaço para Camarão, que reassumiu a Secretaria de Educação de março de 2023 a julho de 2024.
Com a saída de Dino e a reeleição de Brandão, Felipe Camarão passou a ser considerado um vice decorativo. Ele rompeu a aliança com o atual governador e lançou sua própria candidatura ao governo do Maranhão nas eleições deste ano. Camarão, que se identifica como um político do PT, expressou em uma entrevista a sua convicção de que Flávio Dino será um futuro presidente da República.
A relação entre Camarão e Brandão ilustra a influência de Dino na política maranhense. A atuação de Dino como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) continua a impactar as dinâmicas políticas do estado, conforme relatado em matéria da Revista Oeste, que discute as decisões monocráticas do magistrado e suas repercussões na administração estadual. A narrativa em curso destaca como a política maranhense se transforma sob a influência de Dino, que é visto como um verdadeiro imperador do Maranhão, moldando alianças e estratégias políticas.
Neste contexto, a trajetória de Felipe Camarão reflete as complexas relações de poder que permeiam a política local, especialmente após a saída de seu mentor político, o ex-governador Flávio Dino. A expectativa sobre sua candidatura e o futuro político do Maranhão permanece em aberto, enquanto ele busca reposicionar sua imagem e influência no cenário estadual.

