A Fifa decidiu reduzir as sanções aplicadas à seleção da Argentina em decorrência dos tumultos ocorridos após a final da Copa do Mundo de 2026. A medida foi uma resposta ao pedido da Associação do Futebol Argentino (AFA), que solicitou a possibilidade de cumprimento das suspensões em amistosos internacionais.
Essa nova orientação é especialmente vantajosa para o volante Paredes, que recebeu a punição mais severa, que inclui uma suspensão de dez partidas e uma multa de 90 mil dólares, equivalente a R$ 464 mil. Além dele, o jogador Molina foi punido com sete jogos de suspensão, enquanto Almada foi suspenso por uma partida. O auxiliar técnico Roberto Ayala, por sua vez, recebeu uma suspensão de três jogos.
A decisão da Fifa representa uma mudança significativa, visto que as punições inicialmente poderiam complicar a participação da Argentina em futuras competições oficiais. Com a nova flexibilização, a AFA pode utilizar as próximas datas internacionais para que os jogadores cumpram suas penas em amistosos, evitando assim um impacto maior nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2030.
A seleção argentina, que não precisa se preocupar com as eliminatórias, poderá usar esses amistosos como uma estratégia para acelerar o retorno dos atletas punidos. Essa abordagem permitirá que a equipe mantenha sua competitividade sem perder jogos oficiais importantes.
Os incidentes que levaram às sanções ocorreram logo após a derrota da Argentina na final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha, quando jogadores de ambas as seleções se envolveram em uma confusão. Apesar da revisão das punições, a AFA continua a contestar outras sanções e está considerando recorrer ao Comitê de Apelações da Fifa, com a possibilidade de levar o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).

