Recentemente, o método de pagamento instantâneo PIX voltou a ser tema de discussão nas redes sociais, com internautas e um deputado federal reforçando que as transações seriam monitoradas e taxadas. No entanto, isso não é verdade. O Governo Federal esclareceu que a tributação sobre movimentações financeiras é inconstitucional e que o PIX não será taxado.
A confusão surge com a aprovação de um novo valor para a isenção do Imposto de Renda para 2026, que estabelece que quem teve rendimentos tributáveis de mais de R$ 60 mil por ano precisará declarar a renda para a Receita Federal. Isso não significa que as transações do PIX sejam taxadas, mas sim que o imposto será cobrado sobre o valor da renda no todo.
O valor de R$ 5 mil é outro ponto de confusão, pois os usuários pensam que se uma transação financeira atingir este valor, haverá taxação. No entanto, o que importa é a arrecadação do IR se você, no ano inteiro, acumulou mais de R$ 60 mil. Por exemplo, se você ganhou R$ 7 mil por cinco meses e R$ 3 mil por mês no restante do ano, o total de arrecadação é de R$ 56 mil, logo não paga imposto de renda, pois o valor não é superior aos R$ 60 mil.
Em resumo, a fiscalização e taxação do PIX são temas que têm sido mal interpretados nas redes sociais. É importante entender que o PIX não será taxado e que o imposto será cobrado sobre o valor da renda no todo, e não sobre as transações individuais.


