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Flamengo enfrenta risco de queda nas receitas por possíveis mudanças nas apostas esportivas

A diretoria do Flamengo avalia o impacto financeiro de uma possível rescisão do contrato com a Betano, que poderia resultar em uma perda de 20% nas receitas anuais. O valor perdido é comparado ao investimento feito na contratação de Lucas Paquetá.

A diretoria do Flamengo está atenta aos desdobramentos que podem ocorrer com a saída da Betano do cenário do futebol brasileiro. A empresa de apostas é a patrocinadora master da equipe rubro-negra, com um contrato que se estende até 2028, totalizando cerca de R$ 266 milhões a serem pagos ao clube durante esse período. No entanto, as recentes iniciativas do Governo Federal têm gerado incertezas quanto ao futuro do setor de apostas no país.

O alerta foi ligado após a divulgação, em 25 de setembro de 2026, de medidas que visam proibir as apostas digitais e os patrocínios relacionados em território nacional. Essa possível mudança na legislação já está sendo considerada pelo departamento financeiro do Flamengo, que calcula que a rescisão forçada do contrato com a Betano representaria uma queda de quase 20% na receita anual do clube.

Para ilustrar a gravidade da situação, os dirigentes do Flamengo estão comparando essa perda ao valor investido na contratação do meio-campista Lucas Paquetá, realizada no início da temporada. O clube desembolsou aproximadamente R$ 260 milhões para concretizar a transferência do jogador, o que leva a crer que a rescisão do patrocínio master resultaria em uma perda equivalente a um grande investimento por ano.

Além de ser um suporte financeiro crucial, o contrato com a Betano é considerado o principal pilar comercial da camisa do Flamengo atualmente. Embora ainda esteja em vigor, o clube já começou a explorar alternativas para compensar essa receita, caso a proibição legal se concretize nos próximos meses.

Diante desse cenário de incertezas no setor de apostas, o departamento comercial do Flamengo intensificou suas tentativas de estabelecer parcerias com marcas de setores mais tradicionais. Recentemente, o CEO da farmacêutica Cimed, João Adibe, visitou a sede do clube para iniciar conversações formais com a diretoria rubro-negra. A Cimed já possui uma presença significativa no futebol e mantém acordos com a Seleção Brasileira, o que torna essa aproximação uma oportunidade para o Flamengo buscar novas fontes de receita e proteger suas finanças.

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