O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro e candidato à Presidência, afirmou que um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teria chegado até o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante uma entrevista à rádio Itatiaia nesta terça-feira, 18, Flávio mencionou Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, apelidado de Marcola.
Flávio alega que Lulinha utilizou a influência de seu pai para realizar negócios em diversos ministérios, destacando o Ministério da Saúde. Segundo o senador, Marcola teria sido o responsável por facilitar o acesso de Lulinha ao gabinete presidencial. As declarações foram amplamente divulgadas pelo candidato em suas redes sociais.
O parlamentar enfatizou a gravidade do escândalo, afirmando que "a corrupção do INSS chegou dentro do gabinete do Lula, por intermédio do Marcola". Ele complementou com a afirmação de que "o Lula também tem o seu Marcola".
Em sua fala, Flávio Bolsonaro ressaltou que a situação não diz respeito apenas a siglas, mas a pessoas afetadas pela corrupção. Ele citou o caso de uma senhora de 78 anos que enfrenta dificuldades para comprar remédios e um senhor de 80 anos que não consegue pagar sua conta de luz, enfatizando que são milhões de aposentados que sofrem devido a essas fraudes.
"Se isso não te indigna, eu não sei mais o que vai te deixar indignado", declarou o senador, referindo-se ao uso da máquina pública e ao desvio de recursos que, segundo ele, vai parar na conta do filho do presidente da República. Flávio também expressou sua revolta em relação a uma suposta ligação entre o esquema de fraudes e o gabinete presidencial, mediada por Lulinha e Marcola.
Além disso, Flávio criticou a informação de que a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, teria comprado joias para Marcola, considerando o episódio como "vexaminoso" e "constrangedor".

