O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, manifestou seu descontentamento em relação à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reintegrou Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-Geral da Polícia Federal (PF). Em sua avaliação, a determinação representa uma "canetada ao arrepio da Constituição" e evidencia a falta de pudor da Corte.
Durante um evento de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 9 de agosto, Flávio ressaltou que a decisão de Dino é parte de um plano orquestrado com o ex-ministro da Justiça de Luiz Inácio Lula da Silva e seu advogado, afirmando que isso gera um cenário de caos. Ele declarou: "É uma canetada totalmente ao arrepio do que diz a Constituição. Perderam qualquer pudor em tomar decisões."
Flávio Bolsonaro apoiou a decisão anterior do ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, sob a alegação de que ambos estariam envolvidos em um "monitoramento sistemático e ilegal" contra ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Mendonça também ordenou que a Corregedoria da PF iniciasse investigações sobre as atividades de Andrei.
Em sua crítica, Flávio acusou Flávio Dino de agir politicamente em prol do governo de Lula, afirmando que a atuação do ex-ministro não é neutra, mas sim uma defesa de interesses específicos. Ele disse: "O Brasil virou a várzea que está acontecendo. Perderam qualquer pudor em tomar decisões."
O senador fez um apelo ao presidente do STF, Edson Fachin, para que suspendesse a liminar de Dino e convocasse uma sessão plenária a fim de discutir o assunto de forma transparente. "Espero sinceramente que o presidente do Supremo, Edson Fachin, tome, ainda hoje, alguma decisão, começando por suspender essa liminar do Flávio Dino e convocando imediatamente uma sessão plenária para que se decida sobre essas questões que estão em aberto", afirmou.
Flávio concluiu enfatizando que as eleições devem ser decididas pelo povo brasileiro e não pelo Tribunal Supremo. A decisão de Flávio Dino ocorreu após um pedido do partido Novo, que solicitou o afastamento dos dirigentes da PF. No entanto, o ministro considerou que a legenda não possui legitimidade para requerer medidas cautelares em um processo do qual não faz parte.

