A convenção estadual do PL em Santa Catarina, realizada no último sábado, 1º, foi marcada por um discurso contundente do senador Flávio Bolsonaro, que se posicionou contra as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio destacou que, em nenhum momento da história brasileira, alguém que perdeu seus direitos políticos ficou também sem comunicação e sem poder ver a família, referindo-se à situação atual de seu pai.
O senador fez uma analogia com o Ato Institucional nº 5 (AI-5), um marco do regime militar, afirmando que este foi o único momento em que alguém além de perder o direito de votar e ser votado, também ficou sem voz. Ele criticou os atuais defensores da democracia, que, segundo ele, são falsos e não reconhecem as semelhanças entre o passado e o presente.
Flávio Bolsonaro também abordou a importância das próximas eleições e a influência que o novo presidente da República terá sobre o STF. Ele alertou sobre a possibilidade de novas indicações para a Corte, insinuando que um governo semelhante ao atual poderia levar à nomeação de indivíduos como Alexandre de Moraes, o que, em sua visão, resultaria em uma política de perseguição à direita e à oposição política.
Durante a convenção, foram oficializadas diversas candidaturas, incluindo a do governador Jorginho Mello à reeleição, e as de Carlos Bolsonaro e da deputada federal Carol De Toni para o Senado. Renan Bolsonaro e Júlia Zanatta também foram apresentados como candidatos à Câmara dos Deputados.
O coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio, senador Rogério Marinho, enfatizou que as eleições deste ano representam uma escolha entre dois projetos distintos para o país. Ele criticou a abordagem do governo federal sobre segurança pública, dividindo as opiniões entre aqueles que acreditam que criminosos devem ser tratados como tal e outros que veem os criminosos como vítimas da sociedade.
A convenção foi um marco importante para o PL em SC, refletindo a estratégia do partido de consolidar suas candidaturas e se posicionar contra as atuais políticas governamentais.

