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Flávio Bolsonaro defende vídeo sobre Lulinha como sátira em ação judicial

A Defesa de Flávio Bolsonaro solicita à Justiça de São Paulo a manutenção de vídeo que associa Lulinha a fraudes no INSS, alegando caráter satírico e uso de inteligência artificial. O empresário exige a remoção do conteúdo e indenização de R$ 10 mil por danos morais.

O vídeo, que foi divulgado em julho, tem o título “Missão: Localizar Lulinha” e utiliza inteligência artificial para retratar Flávio como piloto de uma aeronave militar em uma narrativa fictícia. Na narração, Lulinha é descrito como “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”.

Na defesa, os advogados de Flávio sustentam que a crítica apresentada no vídeo é baseada em fatos públicos, citando a inclusão do nome de Lulinha em um procedimento relacionado à Operação Sem Desconto. Essa operação investiga fraudes que envolvem descontos indevidos em benefícios previdenciários, embora a defesa não afirme que Lulinha tenha sido formalmente acusado de qualquer crime.

Os advogados destacam que a menção ao nome de Lulinha em uma investigação oficial sobre o assunto serve como base para a manifestação política, mesmo que expressa de forma contundente e satírica. Além disso, solicitam que a Justiça analise o vídeo na íntegra, em vez de trechos isolados, argumentando que a produção deixa claro seu caráter fictício.

O vídeo apresenta um aviso informando que contém sátira, ficção e elementos gerados por inteligência artificial, o que, segundo a defesa, deve afastar a interpretação de que as cenas retratam eventos reais. Também é questionada a decisão de retirar conteúdos apenas por serem considerados incômodos ou exagerados.

O processo está sob análise da Justiça de São Paulo. Em um caso similar envolvendo Romeu Zema, do Novo, uma decisão preliminar considerou que o conteúdo em questão estava inserido no contexto de sátira e crítica política, não resultando em sua remoção imediata.

A disputa judicial se desenrola em meio a investigações da Polícia Federal que têm Lulinha como alvo em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), todos relacionados a suspeitas de tráfico de influência. As investigações abrangem negócios e interações com órgãos do governo federal, incluindo negociações sobre produtos à base de cannabis com o Ministério da Saúde, e tratativas envolvendo a Dataprev e outras entidades da administração pública. A atuação de pessoas próximas a Lulinha também está sendo investigada em diversas negociações com empresários e agentes públicos.

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