Durante um evento em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, elogiou o empresário Pablo Marçal, do PRTB, e o incluiu entre as lideranças que devem se unir para derrotar o PT nas eleições de 2024. Flávio ressaltou a importância da colaboração de todos que desejam um Brasil melhor. "É uma pessoa já conhecida do grande público aqui em São Paulo, é um cara do bem, é um cara preparado. Eu acho que ele é bem-intencionado e, assim, todo mundo que está se unindo a favor do Brasil, a gente tem que abraçar", afirmou o senador.
Flávio enfatizou que a disputa não se resume a uma batalha entre ele e Lula, mas sim a um embate entre o Brasil e o PT. Ele acredita que a vitória será alcançada com a união de figuras como o prefeito Ricardo Nunes e outros aliados, incluindo Marçal. "Essa guerra, gente, não é entre Bolsonaro e Lula. É entre o Brasil e o PT. Ou o Brasil vence ou o PT acaba com o Brasil", completou.
Pablo Marçal já havia declarado apoio a Flávio em dezembro de 2025, durante um encontro em São Paulo, quando anunciou sua intenção de apoiar o candidato do PL na corrida presidencial. No último final de semana, ele lançou sua própria candidatura ao Planalto, afirmando que sua participação não é para confrontar Flávio, mas sim para combater o PT.
Entretanto, Marçal enfrenta complicações na Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, nesta quinta-feira (20), suspender a participação de Marçal em debates e campanhas na TV e rádio, além de vetar seu acesso a fundos eleitorais e partidários. Esta decisão cautelar permanecerá em vigor até que a Corte Eleitoral analise sua elegibilidade para a disputa em 2026.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se contra o registro da candidatura de Marçal, argumentando que ele não comprovou filiação ao PRTB dentro do prazo legal. Em abril, quando se encerrou o prazo para filiações partidárias, Marçal ainda era membro do União Brasil. O PRTB protocolou o pedido de registro da candidatura no sábado (15), após a Justiça Eleitoral ter autorizado sua filiação ao partido, mas essa solicitação ainda está pendente de análise.
Além disso, o MPE aponta que Marçal permanece inelegível até 2032. Em 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa, mantendo uma condenação a 8 anos de inelegibilidade. Essa condenação está relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024, especificamente por promover concursos que incentivaram a disseminação massiva de conteúdo eleitoral na internet.

