Na noite de domingo (24), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) partiu rumo aos Estados Unidos, com pouso em Washington na manhã desta segunda-feira (25). A reunião com Donald Trump está agendada para terça-feira (26), com convite supostamente vindo da Casa Branca, embora a agenda ainda não tenha sido oficialmente confirmada pelo governo americano.
Flávio, ao ser questionado no aeroporto de São Paulo sobre suas expectativas para o encontro, optou por não conceder entrevistas e se limitou a afirmar: "Sem entrevista, esquece". O voo direto para Washington decolou às 21h26 de domingo e aterrissou às 7h04 desta segunda-feira (25), segundo informações do Flightradar24.
Além do encontro com Trump, o senador planeja reuniões com outros integrantes do governo dos EUA. Aliados informaram que ele deve dialogar com membros do alto escalão do Departamento de Estado durante sua estadia na capital americana, que deverá se estender até quarta-feira (27).
A viagem de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto de desafios eleitorais, especialmente após a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg indicar uma queda de 5,4 pontos nas suas intenções de voto, em meio à divulgação de áudios pelo Intercept Brasil que geraram repercussões negativas. O pré-candidato busca utilizar o encontro com Trump para mitigar o impacto midiático sobre seus laços com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e reforçar sua imagem no cenário internacional.
Nos bastidores, há especulações de que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, residente nos EUA, teria um papel significativo nas negociações para o encontro com Trump, dada sua relação direta com o ex-presidente e seu contato frequente com Darren Beatie, atual conselheiro do Departamento de Estado e ex-redator da Casa Branca.

