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Flávio Bolsonaro justifica omissão de relação com banqueiro por contrato confidencial

O senador Flávio Bolsonaro explica que sua omissão sobre a relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, se deu por uma cláusula de confidencialidade em contrato. Flávio nega ter mentido e cobra CPI do 'Caso Master'.

O senador Flávio Bolsonaro, que é também pré-candidato à presidência da República, esclareceu sua omissão em relação à conexão com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Em entrevista à Globo News, Flávio alegou que essa omissão se baseou em uma cláusula de confidencialidade contida no contrato de patrocínio do filme ‘Dark Horse’. Ele explicou que, ao afirmar que não conhecia Vorcaro, estava cumprindo essa cláusula, já que sua relação com o banqueiro era estritamente ligada ao filme. Caso admitisse o conhecimento de Vorcaro, seria questionado sobre a natureza dessa relação, o que o levaria a discutir o filme e, consequentemente, descumprir o contrato.

Em suas declarações, Flávio enfatizou que não havia mentido, mas que estava apenas respeitando os termos do contrato. Ele ainda garantiu que não surgiriam novas revelações sobre sua relação com Vorcaro, mesmo diante de questionamentos sobre a solicitação de dinheiro a um banqueiro sob investigação. O senador justificou, afirmando que não tinha como prever informações que não eram conhecidas publicamente na época.

Flávio Bolsonaro destacou que não está sendo acusado de qualquer irregularidade e voltou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o ‘Caso Master’. Em suas colocações, ele criticou o Partido dos Trabalhadores (PT), mencionando a existência de contratos entre o partido e Vorcaro, e negou qualquer prática de extorsão ou pedido de dinheiro, afirmando que o banqueiro não estava honrando seus compromissos financeiros.

“Não estou pedindo dinheiro, não estou praticando extorsão. Ele parou de honrar seus compromissos, estava descumprindo o contrato”, declarou Flávio, contestando a possibilidade de associações indevidas entre ele e os supostos contatos do governo do PT com Vorcaro.

Além disso, em apuração do The Intercept Brasil, foi indicado que os fundos de Vorcaro para o filme foram geridos por um fundo sob a responsabilidade do advogado Paulo Calixto, que também é advogado da família Bolsonaro. Flávio assegurou que todos os recursos recebidos do banqueiro foram destinados à produção de ‘Dark Horse’, refutando boatos sobre Eduardo Bolsonaro recebendo apoio financeiro enquanto residia nos Estados Unidos.

O senador também justificou a contratação de Calixto, mencionando a necessidade de um advogado de confiança para gerenciar as questões legais e burocráticas envolvidas na criação do fundo. “Você tem que contratar um advogado, um advogado de confiança do Eduardo. O advogado é gestor do fundo também”, finalizou Flávio, explicando a estrutura necessária para viabilizar o projeto cinematográfico.

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