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Flávio Rocha critica proposta que encerra escala 6×1 e prevê aumento de custos

Flávio Rocha, Dono da Riachuelo, alertou sobre os impactos da proposta de fim da escala 6×1, que pode elevar custos em até 20% e reduzir empregos, especialmente em pequenas empresas.

O empresário Flávio Rocha, herdeiro do Grupo Guararapes e proprietário da Riachuelo, expressou preocupações a respeito da proposta que busca acabar com a escala 6×1, atualmente em discussão no Congresso Nacional. Durante um painel no Fórum Brasil 2026, realizado no Guarujá (SP), Rocha afirmou que a mudança proposta pode resultar em um aumento significativo na inflação e nos preços dos produtos, com uma estimativa de impacto de 13% em geral, conforme projeções de sua companhia.

Rocha destacou que o setor varejista seria o mais afetado, uma vez que depende fortemente de mão de obra. Ele previu que os custos nesse segmento poderiam subir entre 18% e 20%. Para o empresário, essa elevação de custos precisaria ser repassada aos preços finais dos produtos, a fim de manter as margens de lucro, o que poderia, por sua vez, acarretar na redução do número de empregos.

O Dono da Riachuelo também ressaltou que a discussão sobre a nova regra deve focar na proteção dos pequenos e médios empresários, que, segundo ele, são responsáveis pela maior parte da geração de empregos no Brasil. Rocha argumentou que a proposta de mudança na jornada de trabalho, que contempla a escala 5×2, pode restringir a flexibilidade necessária em setores como indústrias, restaurantes e salões de beleza, que necessitam operar em mais dias da semana.

Além disso, o empresário considerou relevante o debate sobre a jornada de trabalho e a necessidade de aproximação das famílias, embora tenha alertado que a discussão ocorre em um contexto eleitoral, o que pode influenciar a condução do tema por motivos populistas, ao invés de focar nos verdadeiros impactos sobre o emprego e a capacidade de contratação dos empresários.

O relatório final da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa a mudança na escala de trabalho deve ser apresentado pelo deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA) na próxima segunda-feira (25). Se o texto for protocolado na data prevista, a votação na Comissão Especial da Câmara está agendada para terça-feira (26), seguida pela votação em plenário na quarta-feira (27).

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