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Funcionária da Câmara esteve em filme sobre Bolsonaro enquanto ocupava cargo público

Rareska Metsker, assessora do deputado Mario Frias, participou da produção do filme 'Dark Horse' enquanto recebia salário como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados. A atuação ocorreu entre outubro e novembro de 2025, mas foi apagada das redes sociais após repercussão.
Foto: Rareska Metsker, lotada no gabinete de Frias como secretária parlamentar,

Uma servidora da Câmara dos Deputados, Rareska Metsker, que atua como assessora do deputado federal Mario Frias (PL-SP), esteve envolvida na produção do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Metsker participou das gravações do longa-metragem por cerca de sete semanas, entre outubro e novembro de 2025, enquanto recebia um salário bruto de R$ 4,4 mil como secretária parlamentar.

A assessora compartilhou em suas redes sociais registros dos bastidores da produção, mas após o caso ganhar destaque, as publicações foram removidas. O gabinete de Mario Frias não se manifestou sobre a situação até o momento.

A Câmara dos Deputados esclareceu que os secretários parlamentares têm uma carga horária de 40 horas semanais, mas não estão obrigados a um regime de dedicação exclusiva, o que permite que exerçam outras atividades fora do horário de trabalho.

Em meio à polêmica, Mario Frias declarou que o filme "Dark Horse" é financiado inteiramente com recursos privados, sem a utilização de dinheiro público ou repasses do banqueiro. Essa afirmação foi feita apesar de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter admitido a negociação com Vorcaro para a captação de recursos para a produção do filme.

A situação levanta questões sobre a compatibilidade da atuação de servidores públicos em projetos privados e as implicações éticas dessa prática, especialmente no contexto de uma produção cinematográfica que aborda figuras políticas atuais e seus legados.

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