O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou à Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado que a função da autoridade monetária não é investigar crimes. Ele ressaltou que o BC deve compartilhar informações com instituições competentes, como a Polícia Federal e o Ministério Público, que possuem a responsabilidade legal e técnica para essas investigações.
Galípolo também mencionou o sigilo de 8 anos sobre a liquidação do Master, conforme uma determinação de 2018. Ele explicou que a norma estabelece um período de sigilo que foi flexibilizado em relação a instituições menores, e que abrir exceções poderia comprometer a integridade do processo.
A CPI convidou Galípolo para esclarecer o papel dos servidores e investigar possíveis vínculos do sistema financeiro com lavagem de dinheiro e fraudes associadas ao Master. O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, foi convocado, mas não compareceu a nenhuma das sessões, mesmo após a decisão do Supremo Tribunal Federal que tornou sua presença facultativa.
Outros ex-dirigentes do BC também foram citados, tendo sido afastados após investigações que revelaram vínculos com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Master. O relator no STF, André Mendonça, tornou a presença de ambos facultativa na comissão.

