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Geração Z: um novo panorama político no Brasil

A Geração Z, composta por jovens que nasceram entre 1997 e 2012, começa a exercer influência nas eleições brasileiras, mostrando uma mudança no apoio político ao longo dos anos. Pesquisas indicam um distanciamento da esquerda e um crescimento da identificação com a direita entre esses eleitores.

A trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva ao longo de duas décadas inclui sua eleição, reeleição, prisão e retorno ao poder. Historicamente, o voto dos jovens foi crucial para suas vitórias, mas agora, a Geração Z, que começou a votar em 2026, apresenta um novo cenário. Essa geração, que cresceu durante os governos petistas, já está em idade eleitoral e começa a se manifestar nas urnas.

Em 2002, Lula conquistou 43% das intenções de voto entre jovens de 16 a 20 anos, número que se manteve estável em relação à população em geral. Quatro anos depois, na eleição de 2006, o apoio entre os jovens de 16 a 24 anos foi de 45%, embora apenas 12% atribuíssem nota máxima ao governo. Após seu afastamento do poder, Lula conseguiu emplacar Dilma Rousseff como sucessora, mas a próxima década foi marcada por crises políticas, incluindo o impeachment de Dilma e a prisão de Lula.

Quando retornou ao Planalto em 2022, Lula encontrou um apoio renovado entre os jovens. Dados do Datafolha mostraram que 51% dos eleitores de 16 a 29 anos apoiariam sua candidatura em um hipotético segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), que contava com apenas 20% das intenções de voto. No entanto, as eleições de 2026 trazem um novo desafio para Lula, que agora se confronta com Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Pesquisas recentes indicam que, pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula, especialmente entre os jovens de 16 a 34 anos, com 46% de apoio, em comparação aos 38% do ex-presidente. Além disso, um levantamento da Atlas/Intel revela que aproximadamente 73% dos jovens de 16 a 24 anos desaprovam o governo Lula, evidenciando uma mudança significativa no cenário político.

Outro dado importante é que 52% da Geração Z se identificam como centro-direita ou direita, refletindo uma tendência de distanciamento da esquerda. Essa nova configuração política é impulsionada por uma comunicação mais eficaz dos conservadores, que utilizam as redes sociais para alcançar os jovens, com destaque para figuras como Nikolas Ferreira (PL-MG), que possui um grande número de seguidores online.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem incentivado os jovens a regularizarem sua situação eleitoral, ciente de que esse público pode ser decisivo nas próximas eleições. O prazo para a regularização do título de eleitor junto ao Tribunal Superior Eleitoral se encerrou no último dia 6, e estados como São Paulo e Rio de Janeiro registraram alguns dos menores índices de alistamento, com apenas 11,7% e 11,3% dos adolescentes de 16 e 17 anos, respectivamente.

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