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Governo brasileiro se reúne com setor produtivo para enfrentar tarifas dos EUA

O governo Lula inicia encontros com entidades industriais para discutir a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos. As reuniões visam apresentar respostas e ouvir os setores afetados pela medida.

O governo federal, sob a liderança do presidente Lula, começou nesta terça-feira (21) uma série de reuniões com representantes de diversas entidades do setor produtivo. O foco das discussões é a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que gerou preocupações significativas entre os exportadores. A iniciativa visa apresentar medidas de resposta e coletar informações sobre os impactos que a sobretaxa pode causar nas diferentes áreas da indústria.

Essas reuniões ocorrem após o Brasil não ter conseguido negociar com a administração Trump antes do anúncio da tarifa, o que levou a uma situação de urgência para os setores afetados. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) está à frente da condução desses diálogos, que buscam encontrar soluções para mitigar os prejuízos decorrentes da medida.

Na primeira rodada de encontros, que conta com a participação de diferentes associações, estão presentes a Anfavea, o Sindipeças, a Abimaq e a Abit, entre outras entidades. A expectativa é que os representantes discutam estratégias para enfrentar os desafios impostos pela nova tarifação, que se estima que atinja 18% das exportações brasileiras aos EUA. Outros 57% dos produtos continuarão isentos, enquanto aproximadamente 24% já estão sujeitos a outro regime tarifário relacionado ao aço e ao alumínio.

Em resposta ao impacto da tarifa, a ApexBrasil anunciou recentemente um plano de R$ 130 milhões para aumentar a promoção das exportações brasileiras. O objetivo deste plano é facilitar a aproximação de empresas nacionais a novos compradores, especialmente na União Europeia e em países da Asean, como Uzbequistão e Cazaquistão.

As empresas que se sentirem prejudicadas pela tarifa têm um prazo até quarta-feira (22) para tentar antecipar embarques e minimizar perdas. Produtos que estiverem em trânsito internacional antes da vigência da tarifa e que forem nacionalizados nos EUA até 29 de julho estarão isentos da cobrança.

Após a implementação da tarifa, os exportadores brasileiros terão a possibilidade de solicitar exceções ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com o suporte de importadores americanos. Essa estratégia se baseia em um precedente de 2025, quando mais de 200 produtos agrícolas foram retirados da lista de sobretaxação após a pressão de empresas e consumidores, beneficiando itens como carne bovina, café e suco de laranja, que eram considerados sensíveis para a inflação nos EUA.

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