Na última segunda-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou o lançamento do programa Desenrola Brasil, uma iniciativa voltada para a renegociação de dívidas. O novo programa oferece a possibilidade de quitação de pendências relacionadas a cartões de crédito, financiamento estudantil (Fies), cheque especial e crédito pessoal, com descontos que podem chegar a 90% e juros limitados a 1,99% ao mês.
O Desenrola foi criado em 2023, com sua primeira fase programada para ocorrer entre julho deste ano e maio de 2024. Durante esse período, espera-se negociar um total de R$ 53,2 bilhões em dívidas, beneficiando aproximadamente 15 milhões de brasileiros. A apresentação do ‘Desenrola 2.0’ foi feita em um pronunciamento na TV e no rádio na véspera do Dia do Trabalhador.
Além dos descontos, o programa prevê a liberação de 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para auxiliar os endividados. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revelam que 80,4% das famílias brasileiras enfrentam algum nível de endividamento.
Uma medida adicional que o Palácio do Planalto está considerando é a proibição de acesso a plataformas de apostas esportivas, conhecidas como ‘bets’, para aqueles que aderirem ao programa. Essa restrição terá validade de um ano e visa evitar que os devedores voltem a comprometer suas finanças após a quitação das dívidas.
Lula enfatizou a importância dessa decisão, afirmando: "O que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet. Por isso, quem aderir ao Novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando".
Com o Desenrola Brasil, o Governo Federal busca não apenas proporcionar alívio financeiro para os endividados, mas TAMBÉM garantir que os beneficiários adotem práticas mais responsáveis em relação ao uso do crédito e ao consumo, evitando novos ciclos de endividamento.

