PUBLICIDADE

TOPO SITE

Governo Lula avalia possibilidade de usar Lei da Reciprocidade frente a tarifas dos EUA

O ministro Márcio Elias Rosa confirmou que o governo brasileiro busca reverter tarifas impostas pelos Estados Unidos e não descarta utilizar a Lei da Reciprocidade para proteger a economia nacional.

O governo federal, sob a liderança do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, está empenhado em negociações com os Estados Unidos com o objetivo de reverter a tarifa adicional de 25% aplicada a produtos brasileiros. Além disso, o governo busca ampliar a lista de mercadorias isentas da nova alíquota de 12,5%, recentemente imposta por Washington. Essa informação foi revelada em uma declaração do ministro, que enfatizou a necessidade de "negociar, negociar, negociar" para afastar essas tarifas prejudiciais.

A lista de exceções à tarifa de 12,5% abrange produtos considerados sensíveis à inflação norte-americana, como carne bovina e café. De acordo com Elias, cerca de 2 mil itens exportados pelo Brasil não serão afetados nem pela nova alíquota nem pela sobretaxa de 25%. Essa estratégia visa proteger os interesses do Brasil e minimizar os impactos econômicos negativos.

Embora tenha sido solicitado por empresários que o governo evite o uso da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, o ministro ressaltou que esse recurso permanece disponível. "O governo brasileiro não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade, porque seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira", afirmou Elias. Ele reiterou que a prioridade continua sendo a negociação, mas que o governo está preparado para reagir caso seja necessário.

Elias destacou ainda que setores como o de madeira são alguns dos mais afetados pelas novas tarifas impostas pelos EUA. Ele mencionou que, se necessário, a regulamentação pode ser ajustada para incluir ou excluir setores conforme as circunstâncias. A aplicação das garantias de emprego para os segmentos impactados será discutida em reunião do comitê criado pelo programa, que deve ocorrer na próxima semana.

As prioridades imediatas do governo incluem oferecer suporte às empresas prejudicadas, promover a diversificação de mercados, desenvolver medidas jurídicas e preparar uma manifestação a ser apresentada à Organização Mundial do Comércio. "É essencial que sentemos à mesa de negociação no momento apropriado", concluiu o ministro.

As novas tarifas entrarão em vigor a partir do dia 29 para produtos desembarcados nos Estados Unidos. O contato formal entre os governos está previsto para fevereiro, quando serão finalizados os levantamentos técnicos sobre os impactos das novas medidas.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima