O ano de 2026 está apenas na metade, e o Governo Lula já anunciou um conjunto de 14 medidas que, juntas, acarretam um impacto financeiro de R$ 187,4 bilhões nos cofres públicos. Essas ações, vistas como eleitoreiras, abrangem diversas áreas, incluindo transporte, habitação, isenções fiscais e segurança pública, refletindo uma estratégia clara de reconquista do eleitorado em um período eleitoral.
Entre as iniciativas, destaca-se a nova linha de crédito apresentada na última segunda-feira, destinada à aquisição de veículos por motoristas de aplicativos e taxistas. O programa, denominado Mover Aplicativos, visa injetar R$ 30 bilhões por meio de uma linha de crédito do Tesouro Nacional, que será repassada ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse financiamento subsidiado abrange automóveis com valor de até R$ 150 mil, considerando que há cerca de 1,4 milhão de trabalhadores cadastrados na plataforma Uber no Brasil.
Além dessa ação, o programa MOV Brasil, voltado para a renovação de caminhões e ônibus, destina outros R$ 21,2 bilhões em financiamentos. Essa iniciativa demonstra o comprometimento do governo com o setor de transporte, que tem enfrentado desafios significativos nos últimos anos.
Outra medida importante foi a revogação da chamada “Taxa das Blusinhas”, por meio de uma Medida Provisória assinada na semana passada. A renúncia fiscal proveniente dessa decisão pode chegar a R$ 3,4 bilhões, com o objetivo de aumentar a capacidade de consumo das camadas mais vulneráveis da população. O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, reconheceu em entrevista que essa taxa nunca deveria ter sido criada, demonstrando um esforço para corrigir erros passados.
Adicionalmente, o governo elevou a faixa de isenção do imposto de renda para contribuintes com renda de até R$ 5 mil, com um custo estimado de R$ 31,2 bilhões para os cofres públicos. Essas mudanças visam aliviar a carga tributária sobre os mais pobres, promovendo uma maior inclusão social.
No âmbito da segurança, foi lançado o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, que prevê gastos de R$ 11 bilhões. Os recursos serão aplicados em inteligência policial, melhorias no sistema prisional e combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro. Deste total, R$ 10 bilhões serão direcionados a uma linha de crédito de bancos públicos para os governos estaduais.

