O Itamaraty rejeitou os pedidos de visto dos diplomatas norte-americanos Riley M. Barnes, secretário-assistente do Departamento de Estado, e Samuel Samson, subsecretário-assistente da mesma pasta, que tinham a intenção de viajar ao Brasil. A negativa foi confirmada por um embaixador da pasta e ocorreu na sexta-feira, 24.
Essa decisão se deu em um contexto de divulgação de uma reportagem do jornal The Washington Post, a qual indicava que Barnes e Samson buscavam interpelar as urnas eletrônicas e o processo eleitoral brasileiro, especialmente no que diz respeito à disputa deste ano. A matéria mencionava quatro autoridades dos Estados Unidos e do Brasil que estavam cientes da iniciativa.
Diante do caráter considerado "inusitado" da viagem, o Governo Lula optou por impedir a entrada dos dois diplomatas. O Departamento de Estado dos EUA apenas confirmou a viagem planejada, mas não forneceu detalhes sobre a agenda dos diplomatas, tampouco esclareceu se a administração Trump ainda possui preocupações relacionadas à confiabilidade das eleições no Brasil.
Fontes consultadas indicaram que, na avaliação do Itamaraty, Barnes e Samson não atuariam como observadores eleitorais tradicionais, mas sim desempenhariam um papel distinto durante a visita. Ambos foram nomeados por Donald Trump e são identificados pelo Washington Post como parte da "ala conservadora da diplomacia norte-americana".
Ainda conforme a reportagem, não havia uma definição clara sobre quais autoridades ou entidades os diplomatas pretendiam se encontrar durante a visita ao Brasil.

