PUBLICIDADE

TOPO SITE

Groenlândia já interessa aos EUA há mais de um século

A Groenlândia voltou ao centro da agenda da Casa Branca, com o presidente Donald Trump tratando publicamente a aquisição do território ártico como uma prioridade de segurança nacional

A Groenlândia, ilha coberta por gelo e distante dos centros tradicionais de poder, voltou ao centro da agenda da Casa Branca. O presidente Donald Trump passou a tratar publicamente a aquisição do território ártico como uma prioridade de segurança nacional para dissuadir adversários na região.

O interesse dos EUA pela Groenlândia remonta ao século XIX, formalizado em documentos produzidos em um contexto de expansão territorial e reorganização da política externa no Atlântico Norte. Em 1868, o Departamento de Estado elaborou um relatório sistemático sobre os recursos da ilha, estabelecendo a Groenlândia como um ativo dotado de valor econômico e estratégico.

A Segunda Guerra Mundial foi o catalisador que retirou a Groenlândia dos arquivos do Departamento de Estado e a colocou na linha de frente operacional. Com a ocupação da Dinamarca pela Alemanha nazista, a ilha passou a ser considerada essencial para a defesa do hemisfério ocidental. A Groenlândia detém posição estratégica e vastas reservas de recursos naturais, como terras raras, criolita e carvão, fatores que atraem Trump desde o primeiro mandato.

A disposição de tratar o tema abertamente, com menção explícita ao uso das Forças Armadas, provocou reações imediatas. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que uma eventual tomada de poder da Groenlândia pelos EUA equivaleria ao fim da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima