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Guarda Revolucionária do Irã afirma que quatro petroleiros pegaram fogo no Estreito de Ormuz

Segundo a força militar iraniana, embarcações atingiram minas navais ao tentar atravessar rota proibida; não há confirmação independente nem informações sobre vítimas.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou nesta quarta-feira, 4, que quatro navios petroleiros pegaram fogo no Estreito de Ormuz. De acordo com a corporação, as embarcações atingiram minas navais quando tentavam cruzar uma passagem interditada ao sul do canal.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que os petroleiros "não cumpriam as regras" e foram destruídos após o contato com as minas, permanecendo em chamas. A força militar acrescentou que outras duas embarcações irregulares foram interceptadas. Os nomes e as bandeiras dos navios não foram divulgados, e até a publicação da reportagem não havia informações sobre feridos ou mortos. A versão iraniana ainda não foi confirmada de forma independente.

A corporação também declarou ter abatido um drone sobre o estreito. Segundo a agência azerbaijana Trend, o aparelho era um MQ-9 de propriedade dos Estados Unidos e seria o 56º modelo do tipo derrubado pela defesa aérea iraniana. Washington não confirmou a perda. O Comando Central dos Estados Unidos, , já rejeitou anúncios semelhantes diversas vezes e classificou como imprecisos os relatos de navios atingidos por minas em Ormuz.

Este é o terceiro anúncio do tipo em menos de uma semana. al, a Guarda Revolucionária havia relatado a explosão de dois petroleiros no domingo 1º e de outros quatro em 30 de outubro.

O incidente ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que o país lançou ofensivas contra o Irã, segundo a agência AFP. , dos Emirados Árabes Unidos, Trump também alertou para a possibilidade de um grande ataque norte-americano. Na terça-feira 3, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o governo busca resolver a crise por meio do diálogo. "Ninguém se beneficiará desta guerra caso os combates sejam retomados", declarou, conforme a AFP. O negociador-chefe iraniano nas conversas com os Estados Unidos, Mohammad Bagher Ghalibaf, adotou tom mais duro e disse que o país está "pronto para a batalha, com o dedo no gatilho", segundo a agência francesa. Desde o início da guerra, em fevereiro, o Irã impôs fortes restrições à circulação de navios em Ormuz. Por ali passam de 20% a 30% do petróleo consumido no mundo e pelo menos 20% do gás natural liquefeito, o que torna o canal essencial para a economia global.

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