O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), cumprindo a meta de déficit zero para o ano. O resultado desconsidera despesas que ficam fora da contabilidade fiscal após autorização judicial.
O ministro afirmou que se considerados gastos com precatórios e com indenização de aposentados, o déficit deve ficar em 0,48% do PIB. Ele também destacou que o que tem mais afetado o indicador da dívida pública é o nível dos juros no país, não os resultados primários.
Haddad defendeu a atuação do Banco Central ao liquidar o Banco Master, afirmando que o trabalho da autarquia foi robusto. Ele enfatizou que o tema tem relevância também porque os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil respondem por cerca de um terço da capitalização do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que será usado para ressarcir clientes do Master.
O ministro ainda disse que conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre sua saída do comando da Fazenda quando ele quiser, e que o caso do Banco Master inspira muito cuidado, pois pode ser a maior fraude bancária da história do país.


