Na última sexta-feira, 17, o ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão, atualmente senador pelo Republicanos do Rio Grande do Sul, recebeu em seu gabinete o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. Essa foi a primeira visita de Messias ao senador, que é o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o encontro, Mourão relatou que diversas solicitações para essa reunião partiram de diferentes figuras, incluindo ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça, além de generais. A conversa, embora cordial, girou em torno de temas delicados, como os condenados pelos atos de 8 de janeiro, mas não se traduziu em apoio à indicação de Messias.
O senador deixou claro que o atual chefe da AGU é ciente de que seu voto não será favorável. Para que Messias consiga a confirmação como ministro do STF, ele precisará conquistar ao menos 41 dos 81 votos disponíveis no plenário do Senado.
Jorge Messias está em um momento decisivo para se tornar o 11º ministro do Supremo Tribunal Federal. Em busca de apoio, ele tem concentrado esforços para mudar a opinião de senadores da oposição. No entanto, fontes parlamentares indicam que suas chances de sucesso são bastante limitadas.
A resistência em torno de sua nomeação se intensificou após o PL e o Novo decidirem fechar questão contra sua indicação. Essa posição foi formalizada em um documento interno que orientou as bancadas a votarem contra Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, programada para 28 de abril.
A legenda PL argumenta que a indicação de um nome alinhado a um projeto político-partidário pode comprometer a independência da Alta Corte do país. A nota do partido destaca que essa escolha pode afetar a credibilidade do Judiciário e enfraquecer a separação entre os Poderes, especialmente em um contexto de tensões relacionadas à liberdade de expressão.

