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Homem é preso sob suspeita de assassinar protetora de animais em Paranaguá

Um homem de 31 anos foi detido pela Polícia Civil sob suspeita de ter assassinado Soeli Maria Pinto Bunting, protetora de animais encontrada carbonizada em sua residência. O crime ocorreu no dia 6 de abril, e o suspeito foi preso em 20 de maio.
Foto: relogio

Na manhã do dia 20 de maio de 2026, a Polícia Civil prendeu preventivamente um homem de 31 anos, identificado como Jean Ribeiro Gouvea, suspeito de ter assassinado Soeli Maria Pinto Bunting, de 57 anos, em Paranaguá. A vítima, conhecida pelo seu trabalho de acolhimento de animais abandonados, foi encontrada morta em sua residência, que havia sido consumida por um incêndio no bairro Alexandra.

O crime, que ocorreu em 6 de abril, inicialmente foi tratado como um incêndio acidental. No entanto, durante a perícia, os investigadores descobriram indícios de homicídio, como as mãos da vítima amarradas para trás e um fio elétrico enrolado em seu pescoço. O corpo de Soeli foi localizado entre os escombros da casa, o que levou a Polícia Civil a reclassificar o caso para homicídio.

Jean Ribeiro Gouvea foi encontrado enquanto trabalhava em uma obra na Vila dos Comerciários, e sua prisão acontece mais de um mês após o crime. De acordo com as investigações, ele tinha uma amizade com Soeli, o que facilitava seu acesso à residência. A motivação para o crime, até o momento, não foi oficialmente divulgada.

O Ministério Público do Paraná acompanhou de perto as investigações, através da 6ª Promotoria de Justiça de Paranaguá, e manifestou apoio ao pedido de prisão preventiva solicitado pela Polícia Civil. A 1ª Vara Criminal de Paranaguá justificou a prisão com base em provas que indicam a materialidade do homicídio e a necessidade de garantir a ordem pública.

Jean possui uma extensa ficha criminal, incluindo registros de ameaças e incêndios criminosos. Em 2023, ele foi preso após ser denunciado pela própria mãe, que relatou ameaças feitas por ele. Além disso, ele já havia respondido a um processo por um incêndio criminoso em 2022, que resultou em uma medida protetiva solicitada por uma mulher contra ele.

Durante o incêndio em sua casa, Soeli Maria Pinto Bunting mantinha diversos cães, sendo que oito deles foram resgatados com vida pelas equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, enquanto dois morreram na tragédia. O caso continua sob investigação pela Polícia Civil, com o acompanhamento do MP, que se ocupa da apuração de crimes dolosos contra a vida.

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