O Hospital NYU Langone Health, localizado em Manhattan, Nova York, anunciou a suspensão do seu programa de atendimento a jovens transgêneros. Essa decisão é resultado de pressões exercidas por autoridades federais sobre instituições de saúde nos Estados Unidos, além de mudanças regulatórias e a saída do diretor médico responsável pelo programa.
Com o fim do atendimento, os jovens não terão mais acesso a tratamentos hormonais e outros cuidados médicos relacionados à transição de gênero. O hospital, por sua vez, afirmou que continuará oferecendo suporte em saúde mental pediátrica e se comprometeu a auxiliar os pacientes durante a adaptação a essa nova realidade.
A decisão provocou reações políticas, como a do democrata Brad Hoylman-Sigal, presidente do distrito de Manhattan, que expressou preocupação com as consequências para esses jovens, destacando a importância de que encontrem atendimento alternativo rapidamente. Desde uma ordem executiva do governo Trump, o hospital já havia interrompido novas admissões e consultas iniciais para bloqueadores hormonais, limitando-se ao atendimento de pacientes em acompanhamento.
Além do NYU Langone, outras instituições em todo o país, como o Mount Sinai Health System, também lidam com serviços de medicina de gênero, mas não se manifestaram oficialmente sobre a continuidade de seus programas. O Departamento de Justiça e o FBI têm investigado clínicas e médicos envolvidos em tratamentos para menores trans, intensificando as pressões sobre o setor.

