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Hospital no Irã recebe mais de 400 pacientes feridos na cabeça e nos olhos

Médicos relatam superlotação, falta de recursos e dificuldades para atender o volume de feridos

Médicos do Irã afirmam que hospitais e prontos-socorros estão tomados por manifestantes baleados, com lesões concentradas na cabeça e nos olhos. Um oftalmologista em Teerã contabilizou mais de 400 casos de ferimentos oculares provocados por disparos de arma de fogo em um único hospital.

As forças de segurança estão atirando deliberadamente na cabeça e nos olhos, disse um médico de Teerã. Diversos pacientes precisaram ter os olhos removidos e perderam a visão.

Os protestos começaram em 28 de dezembro e evoluíram para a maior manifestação popular contra o regime desde 2009. Organizações de direitos humanos afirmam que o apagão de comunicações tem sido usado para encobrir uma repressão violenta.

Médicos relatam um aumento expressivo de feridos nos hospitais logo depois do bloqueio da internet. A situação lembra filmes de guerra, com soldados sendo atendidos em campo aberto, disse um médico. Falta sangue, faltam insumos médicos, e pacientes feridos precisaram ser atendidos do lado de fora dos hospitais, sob temperaturas congelantes.

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