O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou a manutenção de Guilherme Derrite como relator do Projeto de Lei Antifacção. Esta decisão ocorre em meio a pressões do Palácio do Planalto, que buscava a troca do parlamentar após o texto retornar do Senado com mudanças significativas.
A proposta, que agora trava a pauta da Casa, deve ser analisada pelos deputados na próxima semana. Guilherme Derrite, aliado do governador Tarcísio de Freitas, já havia gerado atritos entre Hugo Motta e o presidente Lula durante a primeira tramitação do projeto, ao apresentar várias versões que, segundo governistas, desfiguraram o plano original do governo.
A permanência de Derrite na relatoria foi criticada por membros da base governista. Deputados do PT afirmaram que o texto cria brechas que podem beneficiar o crime organizado e defendem a versão aprovada pelo Senado, enquanto a oposição celebrou a decisão de Motta, considerando que Derrite possui as qualificações necessárias para a função.
O Projeto Antifacção visa intensificar o combate às facções criminosas no Brasil. Com o retorno da matéria à Câmara, os deputados terão que decidir se aceitam as alterações feitas pelos senadores ou se voltam à versão original aprovada em 2025. A votação que ocorrerá na próxima semana será crucial para definir a abordagem da segurança pública no enfrentamento ao crime organizado.

