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Human Rights Watch retorna à Venezuela após quase duas décadas de ausência

A Human Rights Watch voltou à Venezuela após 18 anos, reunindo-se com a ditadora Delcy Rodríguez e outros representantes do governo, em meio a um contexto de repressão e presos políticos no país.

A Human Rights Watch (HRW) fez seu retorno oficial à Venezuela nesta semana, marcando a primeira visita da ONG ao país em 18 anos, desde que seus membros foram expulsos pela ditadura de Hugo Chávez. Na quinta-feira, 17, uma delegação da entidade se encontrou com a atual ditadora interina, Delcy Rodríguez, na capital venezuelana, Caracas.

O grupo foi liderado pelo vice-diretor global da HRW, Federico Borello, e durante a reunião, Além de Delcy, os representantes da ONG dialogaram com autoridades do governo, organizações de direitos humanos, jornalistas, familiares de presos políticos e diplomatas estrangeiros. O governo da Venezuela anunciou que o encontro abordou temas relacionados à liberdade de expressão e à “ampliação da convivência democrática”.

O retorno da HRW ocorre em um contexto de repressão política, que se intensificou em 2008, quando agentes da ditadura venezuelana detiveram integrantes da organização durante uma visita. Naquele momento, os membros da ONG criticaram abertamente o regime chavista, resultando na expulsão da HRW do país e na suspensão de suas atividades na Venezuela.

Apesar das mudanças observadas nas últimas semanas, a HRW alertou que o aparato repressivo do governo permanece robusto. A organização estima, com base em informações do Foro Penal, que atualmente existem pelo menos 344 presos políticos detidos no país. A HRW enfatizou a necessidade urgente de reformas no sistema judiciário e nas forças de segurança venezuelanas.

A avaliação da HRW sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela coincide com a de investigadores independentes da Organização das Nações Unidas, que recentemente divulgaram um relatório destacando a redução das detenções por motivos políticos e algumas medidas de abertura. Contudo, a ONG fez um alerta sobre a continuidade das estruturas repressivas, que ainda permanecem ativas e podem reverter as mudanças recentes.

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