Ikaro Kadoshi, um dos principais nomes da DragCon na América Latina, abriu o coração sobre sua experiência com o preconceito enfrentado por artistas drag. Em uma entrevista, ele comentou que muitos não compreendem a arte drag nas redes sociais, resultando em um ambiente hostil e repleto de ódio gratuito. Para ele, a DragCon Brasil representa um marco na história da arte drag, algo que ele nunca imaginou ser possível após 25 anos de atuação nesse universo.
O apresentador refletiu sobre a luta das drags que, ao longo de 50, 40 e 30 anos, têm batalhado para alcançar o reconhecimento atual. Ele expressou sua felicidade por ver essa arte sendo celebrada e valorizada, tendo participado pela primeira vez do evento e desfilado no Pink Carpet, algo que sempre acompanhou pelas redes sociais nas edições internacionais.
Kadoshi também ressaltou a importância da Parada do Orgulho LGBT+, que ocorreu em São Paulo no domingo (7/7). Para ele, participar da Parada é um rito de passagem que simboliza sua existência e a luta da comunidade LGBTQIAPN+. Ele mencionou o Brasil como o país com o maior número de mortes violentas de pessoas desse grupo, de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), o que torna a celebração ainda mais significativa.
Grag Queen, conhecida como Rainha do Universo após vencer a primeira temporada do Queen of the Universe, também se destacou no evento. Para ela, a DragCon foi como viver a festa de 15 anos que nunca teve. A artista comentou sobre a importância de estar na rua durante a Parada, afirmando que é fundamental mostrar a força da comunidade, mesmo diante de tentativas de silenciamento.
Além de Ikaro e Grag, o evento contou com a presença de cerca de 80 queens nacionais e internacionais, que apresentaram looks icônicos e participaram de palestras. O DragCon Brasil, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, ocorreu nos dias 6 e 7 de julho, oferecendo um espaço de celebração e resistência para a comunidade drag.
Os stands das rainhas, montados com suas personalidades, foram um dos grandes destaques da feira. O evento se consolidou como um espaço de reconhecimento e valorização da arte drag, unindo artistas e o público em um ambiente de celebração e resistência.

